Memórias de um sargento de milícias: ninguém aprende samba no colégio

  • Carlos Augusto Bonifácio Leite
Palabras clave: romance de formação, malandro, indivíduo burguês, Antonio Candido

Resumen

Este artigo sugere a hipótese de lermos Memórias de um sargento de milícias como um romance de formação para o homem livre remediado carioca de meados do século XIX. Para isso, contudo, recupera o ensaio de referência de Antonio Candido, “Dialética da malandragem”, para argumentar que o crítico sobrepõe um malandro posterior, construído na cultura brasileira a partir dos anos 1920/1930, ao capadócio, também presente no romance, mas não como personagem principal. Se prospera a leitura de um romance de aprendizagem, o que estaria aprendendo o leitor “brasileiro” de então? Como se distanciam a formação do indivíduo burguês representada em narrativas do centro do capitalismo, mormente Inglaterra e França, e a formação do homem livre representada na periferia do capitalismo?
Publicado
2021-10-01
Cómo citar
Bonifácio Leite, C. A. (2021). Memórias de um sargento de milícias: ninguém aprende samba no colégio. Inter Litteras, (3), 82-96. https://doi.org/10.34096/interlitteras.n3.10743
Sección
Dossier