Tradições de conhecimento e redes sociotécnicas
scenas da história dos bioplásticos fabricados na Argentina
Resumo
A atual crise ecológica exige a consideração de soluções que revertam ou, pelo menos, atenuem as sucessivas ações humanas que pioram a situação ambiental e climática. Uma dessas soluções pode ser encontrada na substituição de produtos ou bens que produzem poluição, como objetos de plástico. Há várias décadas, os atores do campo científico-industrial têm se empenhado na busca dessas alternativas e estão em processo de pesquisa e desenvolvimento dos chamados bioplásticos, materiais derivados da biomassa, que se degradam rapidamente no meio ambiente e cujas propriedades físico-químicas e mecânicas são semelhantes às dos plásticos de origem sintética e de degradação lenta. Como resultado do trabalho de campo realizado em uma rede sociotécnica formada por um laboratório universitário e outro pertencente a uma cooperativa produtora de amido de mandioca, contextualizaremos a história recente do desenvolvimento de bioplásticos na Argentina, a partir de uma perspectiva que enfoca técnicas e desenvolvimentos de materiais de um ponto de vista processual e não esencialista. Tentaremos demonstrar que as práticas e atividades tecnocientíficas em espaços formais, como os laboratórios, podem ser consideradas fenômenos ecológicos, compostos de certas interações entre humanos e não humanos, enraizadas em diferentes tradições de conhecimento.Downloads
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